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A cidade lúdica (o uso lúdico do espaço urbano e a “ressignificação funcional” dos espaços públicos)

Postado por em Wednesday, 22 June 2011Nenhum Comentário

Neste post, vamos falar de uma iniciativa muito interessante que nos faz refletir sobre o uso e a função dos espaços públicos urbanos. Afinal, para que serve [realmente!] os espaços públicos urbanos?

O desenho urbano (invariavelmente!) é projetado na perseguição de metas instrumentais muito claras, priorizando sempre questões como: conforto, praticidade e ordem. No entanto, apesar dessa ênfase utilitária, na prática, os espaços urbanos quase nunca são completamente subordinados à realização dos objetivos racionais previamente definidos pelos seus idealizadores.

Muitas vezes a espontaneidade e a imprevisibilidade comportamental das pessoas proporcionam o surgimento de processos que envolvem uma espécie de “ressignificação utilitária” do espaço urbano, que se manifesta através da realização de atividades não previstas nos projetos urbanísticos originais.

O uso lúdico do espaço urbano

Uma questão polêmica e historicamente ignorada pelos planejadores urbanos é a utilização lúdica do espaço urbano. Encarado como algo supérfulo e até certo ponto indesejado, o uso lúdico do espaço urbano esta quase sempre associado (na cabeça dos burrocratas!) à desordem e à “desvirtuação funcional” dos equipamentos públicos urbanos.

É importante ressaltar que o uso lúdico do espaço urbano é um aspecto importante da percepção e da própria experiência das pessoas com o lugar onde elas vivem.

Além disso, não podemos esquecer que a cidade é a manifestação mais intensa das tensões da vida moderna. Tensões entre valor de troca e valor de uso, entre as necessidades e ações do coletivo e o individual, entre a alienação e participação, entre a racionalidade instrumental do “trabalho produtivo” e da liberdade criativa das atividades lúdicas. E é justamente aqui onde os espaços públicos urbanos podem proporcionar condições para resolver algumas dessas tensões, através do estímulo às atividades lúdicas.

“Balanços”

Como falei no início deste post, vamos mostrar uma iniciativa que subverte a lógica racional/utilitária que permeia o design dos espaços urbanos contemporâneos. A história é a seguinte:

Um belo dia, no início do ano passado, o californiano Jeff Waldman conversava com a sua esposa sobre alguns pequenos prazeres que a sua geração teve o privilégio de desfrutar na infância. Jeff lembrou de um balanço instalado por seu pai no quintal da sua casa, onde brincava com seus irmãos todas as tardes. Durante essa conversa, ele percebeu que muitos daqueles prazeres eram totalmente desconhecidos dos seus filhos, e ficou muito incomodado com aquilo.

Dias depois, ele teve uma ideia. Por que não espalharmos balanços pela cidade para que os mais velhos relembrem da infância e os mais novos possam brincar e sentir aquele gostoso “friozinho na barriga”…?

Com um investimento inicial de U$ 1.000 ele instalou 50 balanços em áreas públicas na cidade de São Francisco (veja o vídeo acima), onde ele mora com a sua família.

A iniciativa de Jeff chamou a atenção da imprensa local, e a notícia do seu projeto se espalhou pelo país.

Hoje, segundo Jeff, a sua ideia já está sendo colocada em prática em dezenas de outras cidades espalhadas por todos os EUA.

A coisa cresceu tanto que o projeto swingsetting.org deve desembarcar em La Paz, na Bolívia, em setembro próximo (veja o vídeo abaixo).

Se você gostou do projeto e deseja fazer o mesmo em sua cidade, acesse o site do projeto e veja como construir e instalar os balanços com segurança. E quem sabe até conseguir algum tipo de apoio/suporte para o seu projeto.

Mas afinal, para que server mesmo os espaços públicos urbanos?

Hélio Teixeira é profissional de comunicação e pesquisador da Cultura Digital e dos processos comunicacionais mediados pelas novas mídias. Estudioso das tecnologias sociais digitais e dos mecanismos agregadores de inteligência coletiva em ambientes digitais. Participante ativo, com contribuições destacadas, em diversos fóruns acadêmicos de discussão da temática da Comunicação mediada por meios digitais nos Estados Unidos e na Europa. Atualmente dedica boa parte do seu tempo ao estudo da Psicologia Social aplicada ao que ele chama de “ambientes visuais-deliberativos digitais”.
Editor do Blog Chapa Branca. Veja os artigos já publicados por ele. Siga ele no Twitter!

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