Se elas encontrarem, elas vão brincar…
Thu, 17/07/14 – 9:16 | Nenhum Comentário

“Se elas encontrarem, elas vão brincar. Mantenha suas armas em lugar seguro”, esta é a mensagem desse anúncio da EVOLVE, ONG norte-americana, que atua na prevenção da violência armada nos EUA.
A EVOLVE parte do princípio …

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Desafios da comunicação pública II

Postado por em Sunday, 28 August 2011Nenhum Comentário

As redes falam, ouça. As redes questionam, responda.

No texto anterior que pode ser lido aqui, definimos a diferença da comunicação privada e pública dentro do tempo e da resposta de cada um dos ambientes. Usamos a figura de Jobs e Gates para demonstrar de maneira sucinta que a exemplo do marketing de negócios, existe a necessidade do governante ou postulante a representatividade agregar reflexos tangíveis de sua obra para que não necessite mergulhar no mar da corrupção que virou o mercado de alugueis de bocas e páginas para se tornar um mito de glória alugada, que por si gritam cada vez mais alto para conquistar credibilidade junto da massa para elevar o preço de sua própria opinião.

As novas mídias aparecem no cenário como alternativa de se buscar com sabedoria o diferencial da revolução pela promoção da reflexão e relacionamento interpessoal mais próximo beirando o debate direto e público com o eleitor, ou contribuinte como queira. “NAS REDES PROPAGANDA É CHATICE”.

O modelo corruptível de mídia afastou o postulante do eleitor para caber com conforto entre eles, trazendo custos exorbitantes de pedágio para que uma minúscula minoria atinja as massas em benefício próprio. Acontece que com esse modelo libertino e prostituído veio o vício desenfreado de se obter cada dia mais vantagens em troca deste alugável reconhecimento, que por sua vez vem travestido de belas ações mentirosas e demagógicas, implantando esta sensação consolidada de pronta reação impensada do eleitor em manifestar como se por instinto a resistência aos políticos e suas falas. Dado este naturalmente perceptível pela criação genérica da imagem do político que não cumpre as promessas e ao mesmo tempo separada santificando os que com grande poder econômico conseguem adentrar ao círculo de sustentabilidade desse modelo corrupto e degradante do ponto de vista do crescimento social e econômico.

Nas redes sociais, um novo modelo foi oportunizado para aquele que realmente quer defender suas ideias e o que é melhor, a livre estrada para adentrar no seio da sociedade e convencer com clareza, conceitos bem definidos e transparência. Mais uma vez líderes políticos entendem as redes sociais como meio de propaganda, um terrível engano do ponto de vista estratégico, coisa de quem se acomodou no modelo de aluguel de bocas e páginas e não se comprometeu com suas ideias e seus valores.

Para ser mais explícito, tiro como exemplo uma pequena enquete que fiz com seis pessoas sendo duas mulheres e quatro homens de baixa renda e que trabalham em empregos formais na minha cidade.

Perguntei primeiramente a todos se eles achavam necessárias as casas legislativas do país. Todos me responderam que não de pronto, e ainda afirmaram que é casa de ladrão e teria que fechar mesmo.

Realinhei o mesmo questionamento de forma mais clara, abrindo na frente deles um cenário mais abrangente e com consequências possíveis em suas vidas.

Perguntei se eles achavam interessante que o país fosse comandado apenas por um poder absoluto, que este mesmo criasse as Leis, os impostos, que um homem só definisse quem ocuparia cargos públicos, estudasse nas escolas públicas e que pudesse gastar o dinheiro da arrecadação sem nenhum controle orçamentário e por fim que este homem pudesse sozinho decidir com o poder sobre as Leis do país quanto tempo ele ficaria no poder.

Imediatamente, todos, sem exceção foram categóricos: “Ai não, se for pra ser assim deixa como está!”.

Isso me faz refletir, e até concluir mesmo que não tenha aqui profundos conceitos filosóficos e antropológicos dos doutores em análise de pesquisas e opinião, que o povo quando confrontado com a realidade e a transparência das consequências de atos impensados e até induzidos por um modelo exitoso e arcaico de troca de informação ele reflete e muda de opinião, e pelo que pude perceber, essa mudança é sólida para talvez não ser mais revertida, pois ele saiu de uma antes auto defesa social para a realidade da importância de sua presença no processo de desenvolvimento social devidamente conceituada com consequência elucidativa e transparente.

Por isso também, posso imediatamente concluir, não querendo ser o dono da verdade, que a política como um todo e seus atores estão perdendo a oportunidade de ir para o embate das ideias, trocando um espaço valoroso de convencimento por meio da interação, querendo transformar comunicação bidirecional e meras páginas eletrônicas estáticas que daqui a pouco também terão preço. Tenho navegado por debates calorosos de temas importantes envolvendo interesse público de alto apelo social nas redes como em caso de segurança, saúde, transporte, política, educação, trânsito entre outras e não vejo políticos no meio da discussões, eles não emitem opinião nas longas discussões sociais, mas sua assessoria envia a agenda do dia para os murais das redes da vida enchendo o saco dos usuários.

Temos exemplos clássicos e claros que você só consegue combater a corrupção da mídia quando você se expõe no embate, as tecnologias lhe oportunizam isso de maneira confortável e tranquila hoje, com tempo de resposta razoável e interessante, um verdadeiro mar para você navegar defendendo ideias e convencendo através da clareza e transparência. Mas mensurar esse espaço divino como plano de mídia e propaganda é um erro estratégico sem precedentes.

As redes são chamadas de redes sociais, ou seja, no nome diz que é feita de pessoas, pessoas que interagem, que discutem, que questionam, que querem conhecer e saber, isso é a base da rede social, a comunicação social, e quem não é sociável não vai ocupar esse espaço, e se tentar ocupar como ocupa nos outros meios, com um click será considerado spam, ou seja, propaganda chata, e por vontade do público, bloqueado. Para frequentar as redes saiba disso, seja verdadeiro, explique, esclareça, interaja, convença e por fim, desfrute da alegria de hoje participar e ter acesso a já 28% da população brasileira e que cresce diariamente numa proporção assustadora e se considera influenciável pela blogosfera e pelas redes.

Jean Carlos Sestrem, é consultor em TI Pública, ex-coordenador de TI Assembléia Legislativa de Santa Catarina. Secretário de Informação e Modernização Administrativa da Prefeitura de Itajaí. Escreve para o Chapa na coluna Software Público. Profissional com grande experiência no uso de ferramentas livres. Saiba mais: www.sestrem.com.brVeja os artigos publicados por ele. Siga ele no Twitter

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