“Prezado motorista, eu sou um ciclista”
Mon, 25/08/14 – 14:11 | Nenhum Comentário

A ONG ENDEVR, mais conhecida como a criadora da pulseira médica MyID, lançou a campanha “Dear Motorist” (Prezado Motorista) com o objetivo de promover a segurança da atividade ciclista nos EUA.
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Hay que endurecer-se pero sin perder la ternura jamas!

Postado por em Friday, 2 January 200910 Comentários

Esta frase sempre me intrigou quanto a sua interpretação. Seria socilamente simplório admitir que não passava de mais um delírio bobo de um déspota travestido de revolucionário para conquistar um povo sofrido, desprovido de cultura e incapaz de se defender dos métodos frios e assassinos de um modelo ditador de poder exercido na base da paulada por assim dizer.

Um barbudo fumador de charutos que anda armado e mata sem piedade os que atravessam o seu caminho poderia falar de ternura? Como poderia eu, aprender com um cara desses na minha formação política?

Passo então a ler a história, sempre analisando os dois lados da moeda, estes do lado imperialista dito por outro lado, bem como do lado revolucionário. Conclusões contraditórias me levariam a nada, pois, nascido e criado em um mundo capitalista, de família de classe média alta, acesso a cultura e boa educação, lógico que dúvidas em relação ao modelo e conflitos de própria opinião apareceriam e confusos seriam os conceitos e valores firmados. Mas preciso entender o que esse colonialista entricheirado tinha para trazer consigo tanto amor e tanta dedicação de seus liderados, pondo de joelhos uma pequena nação inteira, e hoje um mártir mundial por suas lutas travadas em pelo menos dois continentes.

Chega, resolvi então focar no homem, suas atitudes, valores e conceitos de cidadão. De suas frases, resolvi então traduzir a mais propagadas delas, a que entitula essa missiva. Mas, depois de algum tempo, sem sucesso da compreensão plena, conclui que de nada adiantou tentar entender, pois não havia experimentado o poder sobre outros entes, e que precisava de uma caneta nas mãos e alguém, por menor que fosse essa comunidade, depender de meu poder para o mínimo que fosse, mesmo sendo esse poder exercido em um mundo capitalista, mas de escolha democrática. Consegui a confiança então de participar de duas administrações eleitas democraticamente.

Entendi enfim, que a frase que tem tanta importância, realmente se faz necessária a quem exerce o poder de fato, independente do modelo que lhe concedeu o poder.

Um homem no poder deve amar o seu povo, a sua gente. Seus atos devem conduzir sua massa ao sucesso, a vida digna, a satisfação de criar uma família rodeada de justiça, de cultura, de acesso a educação, a saúde, ao respeito pelo próximo, a solidariedade ao irmão de terra, o irmão de pátria e a família social. Para que um poderoso chegue a isso deve ser duro contra interesses individuais de feudalismo capital, de roedores dos meios produtivos e da concetração de conhecimentos que controlam a natureza e que desenvolvem o intecto. Endurecer sim contra os modelos de direito protetor de mentes e de conhecimento. Um remédio que salva vidas não pode ter dono, uma fórmula que salva vidas não pode ter dono, uma calculo que melhora a vida das pessoas não pode ser de um só. O acesso a tudo isso, e ao desenvolvimento so ser humano não pode jamais ser barrado por Leis que deveriam proteger a humanidade do mal e não do bem. O autor da frase, pode até não ter conseguido ver sua revolução triunfar, mas ensinou e sabia como fazer. Alguém tinha o poder maior que o dele e talvez não tenha aprendido com que quis tanto lhe ensinar, talvez até a muda voz que não se fazia ouvir para cima de seus cabelos, fizeram com que a partida a sierra maestra fosse para ecoar mais lato suas aspirações duras pero sin ternas.

Tive a certeza, que a ternura aflorada com fervor, no coração de qualquer um ser humano que exerça o poder nesse planeta sobre os outros, sem dúvida nenhuma, independente do modelo aplicado por este ou o idioma de suas palavras e ações, se fará um revolucionário amado e respeitado pelos que realmente precisam do mínimo de respeito para sobreviver, praticamente 96% da população mundial.

A revolução esta dentro de cada um, na capacidade de tomar atitudes assistindo sempre a necessidade coletiva. Revolucionário será sempre que com amor olhar para baixo e para o lado, e sentir no próprio coração, a dor dos que precisam do seu poder, sentir como se fosse na própria pele a poderosa necessidade dos que sofrem abaixo do poder. Revolucionário será quem construir com amor o fim da dor alheia.

Um feliz e revolucionário 2009 a todos os meus amigos e leitores.

Jean Carlos Sestrem, é consultor em TI Pública, ex-coordenador de TI Assembléia Legislativa de Santa Catarina. Secretário de Informação e Modernização Administrativa da Prefeitura de Itajaí. Escreve para o Chapa na coluna Software Público. Profissional com grande experiência no uso de ferramentas livres. Saiba mais: www.sestrem.com.br

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10 Comentários »

  • Mauro Amin says:

    Jean, desta vez você se superou amigo. Grande artigo. Também sou fã do autor da frase. Não pelos seus atos, mas pelo valor simbólico das suas palavras.

    Parabéns!!!!

  • Cláudio Benício says:

    Grande artigo Jean. Parabéns pela lucidez.

  • Liandra Feitosa says:

    Jean, concordo contigo. Um dos maiores problemas do nosso país é justamente a falta de espírito público dos nossos gestores públicos.

    Eles fazem quase tudo só pensando em suas próprias conveniências. O espírito público que se dane!!! Uma vergonha!!!

    Feliz 2009 para todos!!!

  • Vitória Lima says:

    Jean,

    Você mais uma vez, foi direto ao ponto. Falta espírito público e grandeza nos atos daqueles que governam os destinos das nossas cidades.

    É necessário realizarmos uma faxina “democraticamente revolucionária” em antigas “práticas e costumes” dominantes no dia a dia das nossas organizações públicas.

    Parabéns pelo artigo.

  • Iranildo H. says:

    Seu artigo me fez refletir. Como estamos investindo nossos parcos recursos em produtos ruins e que nos mantém reféns das suas malditas atualizações.

    E o pior, ficamos reféns da própria saúde financeira da empresa detentora dos direitos autorais dos tais produtos, pois se elas fecham as portas… ficamos a ver navios…

  • [...] do modelo aplicado por este ou o idioma de suas palavras e ações, … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]

  • O cristianismo também prega o amor, o perdão e o desprendimento da riqueza,existe incoerência maior?A fala é uma coisa a vida é outra.”Hay que endurecer-se pero sim perder la ternura jamás!”Viciosa é toda forma de escravização do pensamento, portanto condenável em qualquer instância.

  • carlos dehon de oliveira moreira says:

    Participei da liberdade vulnerãvel deste País, tomando porradas e gritando pela liberdade, nos cantos e esquinas de “SAMPA” e Fortaleza, Cearense que sou. Me envergonha que ainda cheire mal o latido dos cachorros que dilaceram nosso lar, sem um critério básico na punição do mais hediondo crime da civilização humana, a falta do punho educativo,vamos pagar caro com a esmola lulista de bolsas erroneamente entregues ao mais carente, não lhe dando suporte técnico para o trabalho, nem a educação para seu filho, e propriamente a aposentadoria para os heróis que sacerificaram suas vidas pelo País. A impunidade nos abraça vergonhosamente e o perfil pólítico avacalha sorrateiramente a nossa história. Porque vou me esconder atrás de endereços que não existem, se a nossa glória foi lutar de peito aberto, nas escolas, nas ruas…

  • Hay que endurecer-se pero sin perder la ternura jamas! – http://comunicacaochapabranca.com.br/?p=2255

  • Fernanda says:

    “Caí” nessa página por um acaso e tive de ler o artigo até o final. Parabéns, gostei muito!

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