Hay que endurecer-se pero sin perder la ternura jamas!
Esta frase sempre me intrigou quanto a sua interpretação. Seria socilamente simplório admitir que não passava de mais um delírio bobo de um déspota travestido de revolucionário para conquistar um povo sofrido, desprovido de cultura e incapaz de se defender dos métodos frios e assassinos de um modelo ditador de poder exercido na base da paulada por assim dizer.
Um barbudo fumador de charutos que anda armado e mata sem piedade os que atravessam o seu caminho poderia falar de ternura? Como poderia eu, aprender com um cara desses na minha formação política?
Passo então a ler a história, sempre analisando os dois lados da moeda, estes do lado imperialista dito por outro lado, bem como do lado revolucionário. Conclusões contraditórias me levariam a nada, pois, nascido e criado em um mundo capitalista, de família de classe média alta, acesso a cultura e boa educação, lógico que dúvidas em relação ao modelo e conflitos de própria opinião apareceriam e confusos seriam os conceitos e valores firmados. Mas preciso entender o que esse colonialista entricheirado tinha para trazer consigo tanto amor e tanta dedicação de seus liderados, pondo de joelhos uma pequena nação inteira, e hoje um mártir mundial por suas lutas travadas em pelo menos dois continentes.
Chega, resolvi então focar no homem, suas atitudes, valores e conceitos de cidadão. De suas frases, resolvi então traduzir a mais propagadas delas, a que entitula essa missiva. Mas, depois de algum tempo, sem sucesso da compreensão plena, conclui que de nada adiantou tentar entender, pois não havia experimentado o poder sobre outros entes, e que precisava de uma caneta nas mãos e alguém, por menor que fosse essa comunidade, depender de meu poder para o mínimo que fosse, mesmo sendo esse poder exercido em um mundo capitalista, mas de escolha democrática. Consegui a confiança então de participar de duas administrações eleitas democraticamente.
Entendi enfim, que a frase que tem tanta importância, realmente se faz necessária a quem exerce o poder de fato, independente do modelo que lhe concedeu o poder.
Um homem no poder deve amar o seu povo, a sua gente. Seus atos devem conduzir sua massa ao sucesso, a vida digna, a satisfação de criar uma família rodeada de justiça, de cultura, de acesso a educação, a saúde, ao respeito pelo próximo, a solidariedade ao irmão de terra, o irmão de pátria e a família social. Para que um poderoso chegue a isso deve ser duro contra interesses individuais de feudalismo capital, de roedores dos meios produtivos e da concetração de conhecimentos que controlam a natureza e que desenvolvem o intecto. Endurecer sim contra os modelos de direito protetor de mentes e de conhecimento. Um remédio que salva vidas não pode ter dono, uma fórmula que salva vidas não pode ter dono, uma calculo que melhora a vida das pessoas não pode ser de um só. O acesso a tudo isso, e ao desenvolvimento so ser humano não pode jamais ser barrado por Leis que deveriam proteger a humanidade do mal e não do bem. O autor da frase, pode até não ter conseguido ver sua revolução triunfar, mas ensinou e sabia como fazer. Alguém tinha o poder maior que o dele e talvez não tenha aprendido com que quis tanto lhe ensinar, talvez até a muda voz que não se fazia ouvir para cima de seus cabelos, fizeram com que a partida a sierra maestra fosse para ecoar mais lato suas aspirações duras pero sin ternas.
Tive a certeza, que a ternura aflorada com fervor, no coração de qualquer um ser humano que exerça o poder nesse planeta sobre os outros, sem dúvida nenhuma, independente do modelo aplicado por este ou o idioma de suas palavras e ações, se fará um revolucionário amado e respeitado pelos que realmente precisam do mínimo de respeito para sobreviver, praticamente 96% da população mundial.
A revolução esta dentro de cada um, na capacidade de tomar atitudes assistindo sempre a necessidade coletiva. Revolucionário será sempre que com amor olhar para baixo e para o lado, e sentir no próprio coração, a dor dos que precisam do seu poder, sentir como se fosse na própria pele a poderosa necessidade dos que sofrem abaixo do poder. Revolucionário será quem construir com amor o fim da dor alheia.
Um feliz e revolucionário 2009 a todos os meus amigos e leitores.
Jean Carlos Sestrem, é consultor em TI Pública, ex-coordenador de TI Assembléia Legislativa de Santa Catarina. Secretário de Informação e Modernização Administrativa da Prefeitura de Itajaí. Escreve para o Chapa na coluna Software Público. Profissional com grande experiência no uso de ferramentas livres. Saiba mais: www.sestrem.com.br




Jean, desta vez você se superou amigo. Grande artigo. Também sou fã do autor da frase. Não pelos seus atos, mas pelo valor simbólico das suas palavras.
Parabéns!!!!
Grande artigo Jean. Parabéns pela lucidez.
Jean, concordo contigo. Um dos maiores problemas do nosso país é justamente a falta de espírito público dos nossos gestores públicos.
Eles fazem quase tudo só pensando em suas próprias conveniências. O espírito público que se dane!!! Uma vergonha!!!
Feliz 2009 para todos!!!
Jean,
Você mais uma vez, foi direto ao ponto. Falta espírito público e grandeza nos atos daqueles que governam os destinos das nossas cidades.
É necessário realizarmos uma faxina “democraticamente revolucionária” em antigas “práticas e costumes” dominantes no dia a dia das nossas organizações públicas.
Parabéns pelo artigo.
Seu artigo me fez refletir. Como estamos investindo nossos parcos recursos em produtos ruins e que nos mantém reféns das suas malditas atualizações.
E o pior, ficamos reféns da própria saúde financeira da empresa detentora dos direitos autorais dos tais produtos, pois se elas fecham as portas… ficamos a ver navios…
[...] do modelo aplicado por este ou o idioma de suas palavras e ações, … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
O cristianismo também prega o amor, o perdão e o desprendimento da riqueza,existe incoerência maior?A fala é uma coisa a vida é outra.”Hay que endurecer-se pero sim perder la ternura jamás!”Viciosa é toda forma de escravização do pensamento, portanto condenável em qualquer instância.
Participei da liberdade vulnerãvel deste País, tomando porradas e gritando pela liberdade, nos cantos e esquinas de “SAMPA” e Fortaleza, Cearense que sou. Me envergonha que ainda cheire mal o latido dos cachorros que dilaceram nosso lar, sem um critério básico na punição do mais hediondo crime da civilização humana, a falta do punho educativo,vamos pagar caro com a esmola lulista de bolsas erroneamente entregues ao mais carente, não lhe dando suporte técnico para o trabalho, nem a educação para seu filho, e propriamente a aposentadoria para os heróis que sacerificaram suas vidas pelo País. A impunidade nos abraça vergonhosamente e o perfil pólítico avacalha sorrateiramente a nossa história. Porque vou me esconder atrás de endereços que não existem, se a nossa glória foi lutar de peito aberto, nas escolas, nas ruas…
Hay que endurecer-se pero sin perder la ternura jamas! – http://comunicacaochapabranca.com.br/?p=2255
“Caí” nessa página por um acaso e tive de ler o artigo até o final. Parabéns, gostei muito!