Se elas encontrarem, elas vão brincar…
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Esclerose múltipla. Uma campanha esclarecedora.

Postado por em Sunday, 4 January 200923 Comentários

Você sabe o que Santos Dumond, o pai da aviação, e a atriz Cláudia Rodrigues, a Marinete da série a Diarista da Rede Globo, têm em comum? Ambos anfrentaram (ela ainda enfrenta) uma doença neurológica crônica, a esclerose múltipla.

A esclerose múltipla (EM) ou esclerose disseminada é uma doença neurológica crônica, de causa ainda desconhecida, com maior incidência em mulheres e indivíduos da raça branca.

Este tipo de patologia leva a uma destruição da bainha de mielina que recobre e isola as fibras nervosas do sistema nervoso central (estruturas do cérebro).

Esta doença causa uma piora do estado geral do paciente, levando-o à fraqueza muscular, rigidez articular, dores articulares e descoordenação motora causando dificuldades para realizar vários movimentos com os braços e pernas, perda do equilíbrio em pé, dificuldade para andar, tremores, e formigamento em partes do corpo.

Em alguns casos pode causar insuficiência respiratória, incontinência ou retenção urinária, alterações visuais graves, perda de audição, depressão e impotência sexual.

Em estágios mais graves da doença, podemos observar um comprometimento respiratório, levando inclusive a episódios de infecção ou insuficiência respiratória, que devem ser tratados com atenção e rapidez, minimizando o desconforto do paciente e uma provável piora do seu estado geral.

Exercícios para desobstruir os brônquios, exercícios para reexpansão pulmonar, reeducação diafragmática e da musculatura acessória, com uso de incentivadores respiratórios, são métodos utilizados para minimizar os desconfortos causados por esta patologia.

Algumas personalidades afectadas

* Santos Dumont, pai da aviação, brasileiro.
* Heinrich Heine, poeta alemão.
* Iordanov, jogador de futebol búlgaro.
* Clive Burr, ex-baterista da banda de heavy metal Iron Maiden.
* Cláudia Rodrigues, humorista brasileira mais conhecida como a empregada doméstica Marinete, da série A Diarista da Rede Globo de Televisão.
* Mafalda de Sousa e Silva, Psicóloga portuguesa.

Antes do fim do século XIX era impossível diagnosticar a EM, portanto não se sabe que outras personalidades mais antigas podem ter sofrido da doença.

Fonte: Wikipedia

Você deve estar se perguntando, será que não estou no blog errado? Este não é um blog de comunicação? Que história é essa de esclerose múltipla?

Bem pessoal, esta “breve” introdução só serviu para contextualizar duas belíssimas campanhas desenvolvidas por instituições públicas suíças e australianas.

A primeira criada pela agência Advico Young & Rubicam (Zurich, Switzerland), usa, com muita eficiência, a mídia outdoor.

A campanha tem como tema “Multiple sclerosis interrupts the nerve tracts” mostra, com imagens, de forma surpreendentemente didática, algumas das principais seqüelas provocada pela doença. Paralisia da fala (primeiro outdoor); perda da coordenação motora e dor (segundo outdoor); e incontinência, impotência sexual e paralisia (terceiro outdoor) são algumas das seqüelas abordadas pela campanha.

Confira:

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FICHA TÉCNICA

Agência: Advico Young & Rubicam, Zurich, Switzerland
Diretor de criação: Daniel Comte/Urs Schrepfer
Diretora de Arte: Marietta Albinus
Copywriter: Martin Stulz

A segunda, com o tema Use By Dates, foi criada pela agência australiana Cummins & partners, de Melbourne, com o tema “When you have Multiple Sclerosis you never know what will expire next” que usa o conceito de “prazo de validade” do nosso corpo. Quando sofremos deste mal a gente não sabe qual é a próxima “peça” do nosso corpo vai “expirar”.

Confira:

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FICHA TÉCNICA

Titulo: Use By Dates
Agência: Cummins & partners, Melbourne
Criação: Carolyn Davis & Matthew Page
Fotógrafo: Derek Swalwell

Hélio Teixeira, é publicitário, especialista em gerenciamento de identidade corporativa e apaixonado por Design Gráfico e Web Design. É consultor de Comunicação e Marketing e já prestou consultoria a grandes empresas nacionais. No mercado publicitário atuou nas áreas de Planejamento de Mídia, Direção de Arte e Criação. Presta serviços de assessoria para instituições públicas desde o ano 2000.

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23 Comentários »

  • Buno Tércio says:

    Hélio,

    Que grande campanha esta. Tenho um tio que sofre deste mau. A idéia de “prazo de validade” retrata bem as incertezas que povoam as cabeças de todos que sofrem deste mau. É um verdadeiro martírio…

    Parabéns pela iniciativa de divulgar esta campanha maravilhosa.

    A falta de conhecimento sobre esta doença é gritante. E este post vai servir como alerta para todos.

    Parabéns!!!!

  • Hélio Teixeira says:

    Bruno,

    Esse é o espírito do Chapa.

    Além de divulgar as campanhas publicitárias de interesse público, queremos ir além. Vamos mostrar, sempre que possível, o está por trás das campanhas divulgadas aqui. Quais as razões e argumentos (práticos e/ou teóricos) que motivaram a criação de cada uma delas.

    Com isso, esperamos contribuir, de alguma forma, para aumentar o nível de conhecimento de todos sobre os temas abordados.

    Muito obrigado pelo seu comentário e muita força para toda a sua família.

  • ana p. says:

    Bom… eu não conheço nem conheci [ou pelo menos 'acho que' não] alguém que sofra ou tenha sofrido de EM [assisto tanto House que estou mais acostumada com a sigla MS].

    Mas acho que campanhas desse tipo são muito boas para esclarecer as pessoas a respeito de uma doença que, se descoberta ainda no princípio, pode aumentar bastante o conforto do paciente.

    Agora, sinceramente: eu não vejo muita eficiência nem mesmo nas campanhas pelo uso da camisinha, que dirá em campanhas que falem sobre doenças ainda mais desconhecidas que a AIDS. Maaaaas é aquelas, vale a intenção, e é sempre bom saber que alguém quer fazer a diferença!

    ;)

  • Jonas Mello says:

    A Ana está certa. Esse tipo de campanha, na maioria das vezes, tem resultados muito duvidosos. Muitas vezes são até ignoradas, como é o caso das campanhas que estimulam o uso de camisinhas.

    Mas não dá pra ficarmos de braços cruzados sem fazer nada, daí a “importância” deste tipo de campanha. É preciso ao menos tentar FAZER A DIFERENÇA!!!

  • Maurício Palhares says:

    Olha, mesmo questionando os benefícios práticos ou palpáveis que este tipo de campanha proporciona à sociedade, – o que foi muito bem observado pela Ana -, não dá prá ignorar a grande sacada desta campanha.

    Muito legal mesmo!!!!!

  • Ines Andrade de Sousa says:

    Eu tenho uma tia com esse tipo de esclorose e custa muito apesar de as chagas que ela tem e outros tipos de feridas e axo que essas pessoas devem de ter uma solusão para serem ajudadas

  • Hélio Teixeira says:

    Ines,

    Concordo contigo. Muito pouca coisa é feita para minorar o sofrimento daqueles que sofrem deste mal.

    Grande abraço,

  • Hadassa says:

    Boa tarde,

    Em primeito lugar, gostava de acrescentar uma informação que penso ser útil para esclarecer quem desconhece pessoas com esta doença. A EM não tem cura… É uma doença que, como eu digo muitas vez à minha médica, tem vontade própria… O que pode acontecer é que a doença manifesta a sua vontade e depois demora muito tempo, ou mesmo nunca mais, volte a dar sinais da sua existência.

    Já devem ter percebido que tenho EM. Mesmo que tenha sido um choque para mim quando me foi diagonisticado, maior choque é ver a cara das pessoas quando conto o meu problema… De facto existe uma enorme falta de informação. Essas 2 campanhas ajudam a divulgar e, acho que principalmente, esclarecer ideias erradas.

    A EM é uma doença, sim! E grave também! Acho que as campanhas que possam ser feitas são importantes, para eliminar o rótulo de “coitadinhos” que muitas vezes nos colocam…

    É só uma opinião…!

  • Jonas Mello says:

    Olá boa noite gostei do seu blog!

    Acesse também o nosso Blog: wwww.jonasmelloradialista.blogspot.com

    Valeu!

    JONAS MELLO
    Rádio Globo

  • Hélio Teixeira says:

    Jonas,

    Muito obrigado pela honra de sua visita e pelo seu gentil comentário.

    Grande abraço,

    Hélio Teixeira
    Editor do Blog Chapa Branca

  • Vivi says:

    Cheguei aqui porque precisava rapidamente me informar sobre a EM. Acompanhei o drama de um conhecido da família que após sem número de exames pôde finalmente saber o mal que o acometia: EM. É assustador o quão frágeis somos. Um dia estamos bem e de repente cai esse caminhão de melancia na nossa cabeça. Sei que a medicina está pesquisando as origens deste mal, e até o momento somente resta aos portadores controlar as crises, mas elas continuarão acontecendo e invalidando o corpo. Quem começa o tratamento cedo terá 25 anos de sobrevida, é o que dizem os neurologistas. O corpo vai morrendo com as lesões. É chocante….

  • Hélio Teixeira says:

    Vivi,

    Seja muito bem-vinda. Também acompanhei o drama de uma pessoa muito querida que foi acometida pela MS. É, sem dúvida alguma, a maior prova da fragilidade da espécie humana.

    Grande abraço,

    Hélio Teixeira

  • wellington fonseca de souza says:

    sou portador da doença a 12 anos , as pessoas nao conhecem a doença e nao sabem o que passamos para sobreviver nesta vida maluca

  • Marilda says:

    Oi Hélio,
    Sou fisioterapeuta, especialista em Saúde Pública e Gerontologia Social, e há vários anos acompanho pacientes portadores de doenças neurológicas, auto-imunes, cânceres entre outras. Resolvi lhe escrever pois, acho muito importante esclarecer que estas e outras doenças da “vida moderna” podem estar associadas ao ambiente, aos hábitos de vida e ao envenenamento permanente a que estamos expostos. Grande parte dos venenos utilizados nas dedetizações domiciliares, em supermercados, prédios públicos e privados, entre outros, para o controle de pragas, agem no tecido nervoso destruindo a camada de mielina, alterando células sanguíneas, provocando alergias ( porta de entrada para muitas doenças)entre outros males. Outros produtos utilizados na limpeza de ambientes como: desinfetantes, aromatizadores, alvejantes, solventes, tintas,ceras, polidores,detergentes etc.. também são altamente tóxicos. Em minha experiência clínica, observo que os pacientes que se afastam destas exposições ( embora algumas são inevitáveis, pois fazem parte do modelo sanitário),conseguem uma qualidade de vida extremamente melhor e até mesmo a cura de suas doenças. Que estas informações possam contribuir com aqueles que padecem destes males.
    Um abraço. Marilda.

  • Hélio Teixeira says:

    Oi Marilda

    Parabéns pela precisão do seu comentário. Os seus esclarecimentos são muito oportunos e importantes. Muito obrigado pela contribuição.

    Sempre que julgares pertinente e oportuno, sinta-se à vontade para contribuir com a sua experiência e conhecimentos pessoais/profissionais em nossas discussões.

    Grande abraço

    Hélio Teixeira

  • ana says:

    quero saber de uma coisaa.!
    o que o corpo tenta fazer para recuperar-se???

  • ana says:

    alguem me responde??

  • Hélio Teixeira says:

    Oi Ana

    O maior problema quando se fala em esclerose múltipla é justamente o desconhecimento da sua causa. Até hoje não foi identificada nenhuma para a doença. O que dificulta também o conhecimento dos mecanismos que o corpo usa para recuperar-se.

    A única coisa que é feita hoje é tentar melhorar a qualidade de vida dessas pessoas tratando os seus sintomas, sobretudo os transtornos respiratórios.

    Grande abraço

    Hélio Teixeira

  • Ana says:

    Muito Obrigadaa Hélio..!
    Mais porque essa doença dificilmente tem cura??

  • Hélio Teixeira says:

    Oi Ana

    A Esclerose Múltipla afeta os neurônios, que são células que formam o cérebro e cordão espinhal que carregam informações, criam o raciocínio e perpecpção e permitem ao cérebro controlar o corpo. Há uma camada de gordura que envolve e protege esses neurônios e os ajudam a carregar sinais elétricos. A esclerose múltipla causa a destruição gradual dessa camada e a divisão dos neurônios em pedaços pelo cérebro e coluna espinhal, o que ocasiona vários sintomas dependendo de quais sinais foram interrompidos. Acredita-se que a esclerose múltipla resulte do ataque do sistema imunológico da pessoa ao sistema nervoso, desta forma sendo caracterizada com uma doença autoimune.

    Mas, como eu te falei, tudo ainda está no campo das probabilidades.

    Grande abraço

    Hélio Teixeira

  • ana says:

    Hélio Muito Obrigada pelas informações me ajudou Bastante.!
    Um abraço e fica com Deus.!

  • Hélio Teixeira says:

    Ana

    Fique a vontade para colaborar sempre que quiser. O Chapa é feito pelos seus leitores.

    Grande abraço e mais uma vez muito obrigado por sua valiosa colaboração.

    Hélio Teixeira

  • Júlia says:

    Bom dia a todos! esta semana dia 10/02/2011 descobri que tenho Esclerose Multipla mas ainda não caiu bem minha ficha ainda,sei que tem tratamentos mas não tem cura mesmo assim quero ficar o melhor possivel e tambem tocar informações com pessoas que estejam passando por isso,já faço tratamento para medula e acho que consigo fazer que as pessoas possam ser ajudadas tambem e me ajudar a viver melhor.

    Abraço a todos Júlia (12) 3011-0845

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