Se elas encontrarem, elas vão brincar…
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“Se elas encontrarem, elas vão brincar. Mantenha suas armas em lugar seguro”, esta é a mensagem desse anúncio da EVOLVE, ONG norte-americana, que atua na prevenção da violência armada nos EUA.
A EVOLVE parte do princípio …

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Assim não!!!

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Criando um Informativo impresso – Parte 1

Postado por em Tuesday, 9 September 20085 Comentários

A história da humanidade consagrou a página impressa como um dos mais importantes e efetivos instrumentos de comunicação. Quando bem editada, e administrada com a técnica correta, a página impressa supera, em alguns aspectos, todos os meios de comunicação “concorrentes”.

A página impressa é mais do que um simples produto. O primeiro conceito que devemos reter é de que uma página impressa como objeto é o veículo, o suporte de uma informação.

Ao longo da História, ela se consagrou como o veículo preferido para transmitir fatos, acontecimentos históricos, descobertas, tratados, códigos ou apenas entretenimento. Com o surgimento da produção em larga escala, a função da página impressa sofreu enormes modificações dentro das mais diversas sociedades, a ponto de constituir mercadoria especial, com técnica, intenção e utilização determinadas.

No moderno movimento editorial das chamadas sociedades de consumo, a página impressa pode ser considerada uma mercadoria cultural, com maior ou menor significado no contexto socioeconômico em que é publicada. Enquanto mercadoria, pode ser comprada, vendida, trocada. Isso não ocorre, porém, com sua função intrínseca, insubstituível: pode-se dizer que página impressa é essencialmente um instrumento cultural de difusão de idéias, transmissão de conceitos, documentação (inclusive fotográfica e iconográfica), entretenimento ou ainda de condensação e acumulação de conhecimento.

A palavra escrita venceu o tempo. Graças a ela, teoricamente, toda a humanidade pode ser atingida por textos que difundem idéias que vão desde Sócrates e Horácio a Sartre e McLuhan, de Adolf Hitler a Karl Marx.

Por tudo isso, podemos afirmar, sem nenhuma dúvida, que a página impressa é uma das mais importantes e revolucionárias invenções humanas.

UM GRANDE DESAFIO

A produção de uma página impressa de qualidade não é algo de fácil realização. Só a utilização da técnica correta pode garantir uma produção gráfica de excelência. São muitas as variáveis que determinam a boa ou má qualidade de uma publicação. A qualidade, neste caso, está diretamente relacionada às técnicas de planejamento, diagramação, editoração, impressão, ilustração, etc., utilizadas, além do conteúdo, é claro.

A maioria das organizações públicas não possui assessoria de comunicação qualificada para produzir páginas impressas com a qualidade mínima necessária. Neste tutorial vamos mostrar passo a passo, como criar um Informativo (ou Jornal como alguns preferem chamar) para a sua Casa Legislativa, Prefeitura ou outra Organização Pública qualquer.

É importante ressaltar que vamos mostrar possíveis caminhos para a criação. Assim, as sugestões apresentadas a seguir podem ser adaptadas, modificadas, etc., pois o fato de apontarmos um rumo, não quer dizer que você não possa criar seu próprio caminho.

ESTABELEÇA UMA MISSÃO

Apesar de parecer óbvio, essa é uma das mais importantes decisões que você deve tomar. A maioria das publicações oficiais confunde informação de interesse público com propaganda pessoal. Muitas vezes, ao invés de produzirem publicações com informações de interesse público, produzem panfletos de péssima qualidade para promoção pessoal dos seus gestores.

É importante ressaltar a característica funcional da página impressa, ou seja, é o seu conteúdo que lhe dá valor. A quantidade e a qualidade de idéias colocadas em um texto podem ser aceitas por uma sociedade, ou por elas negadas, quando entram em choque com conceitos ou normas culturalmente admitidos. Portanto, é necessário responder a seguinte questão: Vamos produzir um informativo de utilidade pública ou vamos produzir um mísero panfleto para promover o nosso chefe (ou nossos chefes)?

NÃO FAÇA !!!

Não caia na tentação de puxar o saco do seu chefe. Adote uma linha institucional para o seu Informativo. Evite a todo custo matérias que soem como propaganda pessoal. Argumente com os puxa-sacos de plantão – aliás, puxa-saco, essa verdadeira praga presente em qualquer Organização Pública, adora produzir esse tipo de panfleto!!! – que esse tipo de promoção é contraproducente, ao invés de melhorar a imagem daqueles que eles pretensamente desejam “endeusar”, só pioram a imagem dos mesmos.

Os leitores não são bobos e logo percebem o que é informação e o que é engodo. Na verdade, ninguém suporta mais ler esse tipo de material, a reação do leitor é quase sempre a mesma, ninguém mais perde tempo lendo panfletos, e o destino dele será, certamente, o lixo.

A melhor saída é divulgar as boas ações da Instituição e obter ganhos de imagem com isso. Divulgue as ações e deixe que o leitor chegue às suas próprias conclusões, e atribua a quem de direito, os méritos das ações. Agindo assim, você tem muito mais chances de obter os desejados ganhos de imagem para a sua Instituição e os seus gestores.

Afastada definitivamente a possibilidade de produzir meros panfletos. Defina onde deseja chegar com o Informativo. Existem alguns objetivos óbvios quando falamos de uma Instituição Pública:

  • Aproximar a Instituição da sociedade;
  • Aumentar o nível de conhecimento sobre o funcionamento da Instituição;
  • Divulgar os serviços prestados pela Instituição;
  • Aumentar a participação popular no processo decisório da Instituição, etc.

Algumas questões devem ser levadas em consideração. O produto que estamos divulgando é um dos piores possíveis: políticos brasileiros. Não preciso dizer o quanto a classe política brasileira anda com a imagem em baixa. O político brasileiro típico, infelizmente, é sinônimo de pessoa desonesta, egoísta, inescrupulosa, mentirosa, fdp, e por aí vai…

Dito isso, não podemos achar que através do nosso Informativo, vamos transformar os nossos chefes em santos. Tenha sempre em mente que a publicação de páginas impressas é tarefa para comunicadores, não para mágicos ou paranormais.

Se, ao menos, conseguirmos realizar de uma comunicação, sóbria, honesta e realista, que faça os cidadãos refletirem: “Apesar de tudo, essa Instituição, pelo menos, está fazendo isso ou aquilo!”. E cheguem à conclusão de que os nossos propósitos e ações são, no mínimo, bem intencionados, já podemos nos dar por satisfeitos.

Repito, não podemos ignorar que a missão de um comunicador em qualquer instituição pública brasileira, é uma das mais difíceis e indigestas: melhorar a imagem de instituições políticas, e dos políticos que as gerenciam, definitivamente, não é tarefa fácil. Portanto, desde o início, isso deve ficar bem claro na cabeça dos gestores da Instituição e dos responsáveis pelo Informativo.

PENSE NO INFORMATIVO COMO UM INSTRUMENTO DE RELACIONAMENTO

O Informativo deve servir para estabelecer um novo tipo de relacionamento entre a Instituição Pública e o seu público-alvo. Antes de começar a escrever a primeira linha do seu Informativo, avalie bem os recursos materiais e humanos disponíveis em sua Instituição.

Um erro muito frequente, é o de pensar apenas na primeira edição, sem planejar os passos seguintes. Se vamos transformar o nosso Informativo em um instrumento de relacionamento com o nosso público alvo, é necessário termos fôlego para isso. Imagine o que vai acontecer a uma pessoa sedentária e completamente fora de forma que se dispõe a correr uma maratona. Claro que ele não conseguirá ir longe. O mesmo se aplica à nossa empreitada. Se estamos querendo estabelecer um relacionamento novo e duradouro com o nosso público, é necessário estarmos preparados para isso.

Temos pessoal qualificado disponível e com tesão suficiente para tocar o Projeto? A minha Organização tem consciência dos reais objetivos do novo Informativo? São algumas das questões que devem ser respondidas nesta etapa.

Continua na Parte 2

Hélio Teixeira, é publicitário, especialista em gerenciamento de identidade corporativa e apaixonado por Design Gráfico e Web Design. É consultor de Comunicação e Marketing e já prestou consultoria a grandes empresas nordestinas. No mercado publicitário atuou nas áreas de Planejamento de Mídia, Direção de Arte e Criação. Presta serviços de assessoria a instituições públicas desde o ano 2000.

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5 Comentários »

  • Thiago Flores says:

    Ótimo artigo. Ano passado tentei criar um jornalzinho para a minha Câmara Municipal e esbarrei justamente nisso. Faltou um passo a passo que me guiasse. Não sou profissional da área e não tinha a menor idéia do que fazer. E o principal, meu chefe colocou todos os obstáculos possíveis, entre elasm ele disse que eu não tinha condições de tocar o o negócio. O cara é um verdadeiro mala. Não faz nada, e não permite que ninguém faça.
    Estou aguardado os outros passos deste tutorial. E depois se me sentir seguro volto a solicitar junto ao Preidente a confecção do jornalzinho.
    Quero sugerir que você criem uma Categoria que trate sobre o tema “Gestão de Pessoas” pois acho que não é apenas a minha Câmara que sofre com esse tipo de problema.

  • Realmente Thiago, isso que você falou acontece. Não tem nada mais frustrante do que alguém podar uma idéia inovadora. É um balde de água fria no entusiasmo de qualquer um… No setor público as pessoas se acomodam e qualquer mudança gera inquietações. A maioria dos gestores não tem senso de mudança, não aceita a “dispendiosa” tecnologia moderna. Esse texto a seguir de Roberto Shinyashiki, é uma lição, passe para o seu chefe… E não escreva nada negativo sobre ele na rede. Pode ser prejudicial ao seu emprego. No setor público a diplomacia é tudo. Parabéns a todos e ao excelente trabalho que o Helio está fazendo…

    —————-

    Regras e Metas têm de valer para todos

    Roberto Shinyashiki

    A centralização do poder é incompatível com uma equipe de alta performance. Alguém que centraliza o poder não inspira os profissionais campeões. Muitas vezes, um diretor comenta comigo: “Mas eu sou o diretor, tenho de manter o respeito”. Isso é um lixo para a organização. Diretores têm de servir mais do que os outros porque sua maior função é ajudar os demais a crescer.

    Há uma história sobre Alexandre, o Grande, de que gosto muito e tem tudo a ver com a consciência de quem é líder e conhece o valor da cooperação. Alexandre conduzia seu exército de volta para casa depois da grande vitória contra Porus, na Índia. A região que cruzavam naquele momento era árida e deserta, e os soldados sofriam terrivelmente com o calor, a fome e, mais que tudo, a sede. Os lábios rachavam e as gargantas ardiam devido à falta de água. Muitos estavam prestes a se deixar cair no chão e desistir.

    Por volta do meio-dia, o exército encontrou um destacamento de viajantes gregos. Vinham montados em mulas e carregavam alguns recipientes com água. Um deles, vendo o rei quase sufocar de sede, encheu um elmo com água e o ofereceu a ele. Alexandre pegou o elmo nas mãos e olhou em torno de si. Viu os rostos sofridos dos soldados, que ansiavam, tanto quanto ele, por algo refrescante. “Obrigado, mas pode ficar com a água”, disse ele, “pois não tem sentido matar minha sede sozinho, e você não tem o suficiente para todos.” Devolveu a água sem tomar uma gota. Os soldados, aclamando seu rei, puseram-se de pé e pediram que o líder continuasse a conduzi-los adiante.

    Quando estou trabalhando para uma empresa em que algumas pessoas centralizam todo o poder e inibem a iniciativa dos outros, geralmente chamo o presidente, apresento a situação e mostro que, se a regra não valer para todos, o trabalho não vai funcionar. Não é gostoso trabalhar de faz-de-conta com adultos. Melhor parar no início. Se todos se sentem responsáveis pela meta, pela estratégia e pelo sucesso, têm de estar comprometidos com todo o processo. Uma pessoa na posição de chefia que não tenha a sensibilidade de participar do processo inteiro enfraquece o moral da tropa e serve de desculpa para os fracassos.

    Todos precisam participar de cada atividade. Na família, se o pai vai para a cozinha ajudar a fazer o almoço, quando pedir ao filho que ajude a pôr a mesa, o menino saberá que isso não é um castigo, é simplesmente o trabalho de um time de alta performance. Até a criança de cinco ou seis anos precisa estar envolvida no projeto da família, seja para uma viagem, seja para comprar uma casa nova. Essa sensação de participar de um projeto é que gera na criança a noção de sua importância e de sua capacidade de realizar uma meta.

    Experimente pedir a seu filho pequeno para ajudar a levar as compras do supermercado para dentro de casa. Você vai perceber seu orgulho de colaborar com os pais. Esse é o melhor início para a construção de uma sólida auto-estima. Numa empresa que se propõe a implantar um projeto de qualidade total, todos os participantes precisam considerar cada etapa do processo como algo que depende de seu comprometimento para o sucesso final. Isso é ótimo, mas tem um preço: conquistar cada pessoa do grupo, convidando-a para a elaboração e a realização do projeto. Assim, todos se sentem responsáveis não só pela própria atuação, mas também pela participação do companheiro.

    No Japão, algumas empresas têm um costume muito interessante. Quando um trabalhador é homenageado, pede para sua equipe se levantar e a convida a receber o troféu ou a medalha junto com ele. Assim, está demonstrando ter consciência de que, se não fosse sua equipe, não estaria sendo festejado. Por outro lado, a equipe também assume a responsabilidade por eventuais falhas de algum elemento do grupo.

    Se o departamento de vendas chama o chefe às falas após um trimestre ruim, todos se levantam, e isso significa: “Sabemos que, se tivéssemos feito nosso trabalho de maneira mais produtiva, nosso companheiro não estaria recebendo essa crítica”. São atitudes como essa que reforçam a integração do grupo. Tenha certeza de uma coisa: quando as pessoas estão integradas e conscientes de que a responsabilidade é de todos, a empresa se desenvolve e superam os próprios limites.

    * Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 14 títulos, entre eles: Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada, Heróis de Verdade, Amar Pode Dar Certo, O Sucesso é Ser Feliz e A Carícia Essencial

    http://www.shinyashiki.com.br

  • Ótimo comentário Tarcila. O texto do Roberto Shinyashiki, realmente tem tudo a ver com a situação que vive o Thiago, e um grande número de servidores públicos em todos os cantos do país, que têm as suas veias criativas podadas por estruturas arcaicas e chefes repressores e ultra controladores. Felizmente, nos últimos tempos, temos visto uma grande renovação no serviço público, sobretudo pelo grande número de concursos públicos que estão acontecendo no país. Tenho muita esperança que as nossas condições de trabalho irão melhorar sensivelmente nos próximos anos. Grande abraço, e muito obrigado por suas gentis e belas palavras.

  • Carlos Miguel Cintra says:

    Excelente artigo. Minha repartição não tem muita estrutura e no início deste ano chegamos a pensar em fazer algo assim. Acontece que não sabíamos nem por onde começar. hehehehehe. Quem sabe quando você concluir esse passo a passo eu não crie coragem e tente fazer algo legal e bem feito. Estou aguardando a continuação.

  • luiz says:

    Boa tarde,

    de muita utilidade o artigo, me fez pensar no meu emprego. Tenho muitos problemas com a questão “chefe querer aparecer”, isso já me rendeu algumas piadinhas tais como “defensor de patrão” “assessor do presidente”. Estou tentando dentro do possível mudar algumas coisas aqui no meu trabalho, e agora quero implementar o informativo. Um espaço que como você mesmo disse, para se comunicar com os leitores. Daqui a alguns minutos estrarei em contato com a gerência, para que leve o pedido ao presidente e claro…espero que tudo dê certo, pois será um grande passo, pelo menos para mim.

    Obs.: Caso o chefe queira se tornar uma celebridade, terei que me proteger de armadura de ferro para não produzi-lo, pois como você disse, o leitor não é besta, e eu ja percebi isso.

    OBRIGADO E CONTINUE POSTANDO. ;)

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