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Entrevista com Viviane Senna.

Postado por Chapa Branca em Domingo, 8 Fevereiro 200959 Comentários

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Dois meses antes de sua morte, Ayrton Senna confessou à irmã, Viviane, que gostaria de fazer algum trabalho em benefício das pessoas menos favorecidas mas não tinha idéia de por onde começar. Coube à Viviane Senna, uma psicóloga, com especialização em saúde mental, dar forma ao sonho do irmão.

Ayrton não viveu para ver o instituto que leva o seu nome nascer e crescer. Com quatorze anos de existência, o Instituto Ayrton Senna (IAS) vem transformando a realidade de milhões de crianças e jovens adolescentes nos 1327 municípios, espalhados em 25 estados brasileiros, onde a Organização atua.

Grande parte desse sucesso pode ser atribuído ao trabalho e a obstinação de Viviane Senna. Ela preside o Instituto desde sua fundação. O trabalha liderado por ela é reconhecido internacionalmente, e fez dela a primeira brasileira a receber o prêmio PODER da Filantropia -concedido pela revista “Poder” e pelo Boston Consulting Group (BCG).

Outra característica marcante desta mulher admirável é a sua força interior. Viviane passou por momentos dificílimos em sua trajetória à frente do IAS. O começo não foi fácil, pois, dois anos depois da morte do irmão, seu marido e pai de seus três filhos, o empresário Flávio Pereira Lalli, morreu em um acidente de moto. Viviane superou esses traumas com muita dedicação ao trabalho e até hoje sua jornada é de 10 a 12 horas diárias.

O Chapa Branca conversou com Viviane sobre os desafios enfrentados pelo IAS em sua árdua tarefa de melhorar a educação formal em nosso país. Admirada por toda a nossa equipe, Viviane nos honrou ao atender à nossa solicitação e nos concedeu a seguinte entrevista:

ENTREVISTA COM VIVIANE SENNA

Viviane Senna

Viviane Senna

Chapa Branca (CB) – Quem é Viviane Senna?

Viviane – Sou psicóloga, atuo no terceiro setor há 15 anos, por meio do Instituto Ayrton Senna, que presido. Gosto muito do que faço, dedico grande parte de meu dia à causa da melhoria da qualidade da educação do Brasil. Sou otimista, porque temos alcançado bons resultados. E essa certeza fortalece para dar continuidade ao que me propus, a realizar juntamente com minha equipe e com todos aqueles que, como eu, vêem na educação a principal via de desenvolvimento de um País.

CB Por que os brasileiros sempre aparecem entre os piores estudantes do mundo –  em todas as disciplinas – nos rankings de qualidade de ensino de alguns organismos internacionais?

Viviane - Somos lanterninhas em educação quando essas medições são realizadas. No entanto, os sistemas de avaliação têm se multiplicado e se desenvolvido recentemente, no Brasil e no mundo. Graças a essa crescente cultura da avaliação, passamos a ter instrumentos que servem para diagnosticar o desempenho de uma escola, uma rede ou um país. Também podemos comparar redes ou países. Ou seja, passamos a ter mais parâmetros. Esses testes são bastante confiáveis e permitem que as desigualdades sejam percebidas e dimensionadas. A partir das avaliações nacionais, como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) ou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), conseguimos saber se os alunos das redes de ensino têm assegurado o seu direito ao aprendizado. Esses testes são valiosos instrumentos de gestão e de planejamento e monitoramento das políticas educacionais. Ao mesmo tempo, tanto as avaliações nacionais como as internacionais aplicadas no Brasil, como o Pisa, acabam gerando um imenso desconforto, porque descortinam uma realidade indesejada: escancaram o fato de que, apesar dos esforços dos governantes e dos profissionais da educação, não estamos conseguindo dar aos alunos essa educação de qualidade, porque a gestão ainda está aquém das necessidades do País.Por isso, no lugar de estagnarmos diante do imenso desafio descortinado pelas avaliações, devemos usar esse cenário a nosso favor, transformando-o em importantes balizadores para as melhorias que precisam ser implementadas, tendo em vista o que é medido pelos testes e que deve ser o fim último e primeiro da educação: o aprendizado dos alunos.

CB – Como o Instituto Ayrton Senna enfrenta o desafio de implantar técnicas de gestão com foco em resultados em organizações historicamente dominadas pela cultura do “achismo”?

Viviane - A educação, felizmente, virou pauta nacional. Os decisores e os que governam estão interessados em melhorá-la porque já perceberam que é o ponto de partida para gerar desenvolvimento e sustentabilidade local e geral. Parte do empresariado também está focado nisso porque não quer investir recursos em ações ou causas pontuais, que não garantam mudanças substanciais no País. Essa convergência acaba ajudando a transpor os “achismos” e lidar com dados reais. Quando diagnosticamos, por exemplo, que a maior parte dos alunos de uma rede está defasada, ou seja, as crianças frequentam séries que não correspondem a sua idade, ou porque não conseguiram acompanhar o ensino ou porque não estão, se quer, alfabetizadas, fazemos isso por meio de testes eficientes e apresentamos o cenário com números concretos. É  a partir daí que propomos estratégias e ações para alcançar metas pré-definidas e determinamos o tempo para alcançá-las. Todos se comprometem e assumem sua parte. Não há argumento contra uma equação que mostra o resultado e que está comprovadamente dando certo e, ainda por cima, com baixos custos.

CB – Na opinião de alguns especialistas, as escolas brasileiras – públicas e particulares – estão formando o tipo errado de aluno. Alunos que até sabem decorar a matéria, mas se perdem quando precisam estabelecer qualquer relação entre o que aprenderam na sala de aula e o mundo real. A senhora concorda com essa avaliação?

Viviane - Quando o aluno não é o objetivo final do gestor educacional, do professor, essa distorção realmente acontece. Porque a realidade onde a criança está inserida conta demais para que aquilo que ela aprende na escola faça algum sentido. A mesma coisa na forma de ensinar. O professor precisa estar preparado para lidar com as diferenças, tanto culturais e sociais, como na maneira que cada aluno apreende o que está sendo discutido em sala. Por isso as capacitações são essenciais, as avaliações periódicas também – porque os ajustes podem ser feitos em tempo real -, material específico, atividades cuidadosamente pensadas, incentivo à leitura e ao raciocínio lógico… essas e outras questões precisam ser discutidas sistematicamente entre educadores para que não se perca o foco que, repito, é o sucesso do aluno. Um sucesso que vai além de saber fórmulas de cor porque o prepara para a vida.

CB – A educação é um setor com índices de produtividade declinantes no mundo todo: os custos só aumentam, ao passo que o ritmo de avanço na sala de aula é lento demais. Justamente o inverso do que ocorre com as grandes empresas privadas, que conseguem cortar gastos e produzir melhor. Em sua opinião, como o Brasil faria melhor uso do dinheiro disponível para a Educação?

Viviane – Exigências crescentes – de qualidade e de quantidade – fazem parte do processo de garantia de direitos. Isso é bom para cada um de nós e para o País. Se tivéssemos nos contentado que a escola pública servisse apenas a poucos brasileiros, ela continuaria formando apenas uma elite, como no passado. Felizmente, o direito à educação passou por um grande processo de universalização. Entre as décadas de 70 e 90, a matrícula do ensino fundamental dobrou. Hoje, temos virtualmente todas as crianças na escola, para as quais precisamos garantir uma educação de qualidade.

Também com relação à qualidade da educação, os desafios são crescentes. O mundo e o mercado de trabalho exigem hoje muito mais competências do que no inicio do século 20. Então, numa análise mais macro e de longo prazo, tendo a discordar da afirmação apresentada na sua pergunta: a educação não apresenta produtividade declinante, mas desafios crescentes.

Agora, se nos dedicarmos a pensar sobre como podemos melhorar a gestão da educação pública, descobriremos áreas nas quais precisamos aprender com a eficiência das empresas privadas. Por exemplo: é inaceitável que continuemos desperdiçando o tempo de vida das crianças e recurso público com os altíssimos índices de repetência e defasagem entre a idade e a série cursada. É por isso a urgente necessidade de cada um colocar sua melhor competência em prol dessa causa, para resolver problemas na educação tão graves como este.

Nesse sentido, é imprescindível focar esforços para descobrir quais são os caminhos mais eficientes. Os recursos serão melhor empregados se tivermos disposição e coragem para definir quais ações têm maior impacto na sala de aula. Daí a importância de uma visão ampla, que analise o cenário, crie estratégias, imponha metas e alcance resultados reais, mensuráveis. É essa a grande contribuição de uma postura baseada na visão empresarial para gerenciar o social.

CB – A senhora afirmou que o terceiro setor do Brasil tem à sua frente uma tarefa monumental, bem diferente da do terceiro setor europeu ou norte-americano: precisa atuar no atacado, não no varejo. Não pode limitar-se a fazer projetos; tem de “fazer fazer”. O que a senhora quis dizer com isso?

Viviane - os problemas sociais do Brasil são complexos. Estamos numa sociedade dividida em duas partes muito desiguais. E é justamente a menor parte que detêm os principais direitos à saúde, educação, cultura, lazer, ao trabalho que, na verdade, deveriam ser socializados entre a maioria da população. Não é à toa que somos o 12º PIB do mundo enquanto temos um desenvolvimento humano que ocupa o 70º lugar no ranking mundial. Só por aí é possível perceber o tamanho do desafio. Para mudar esse cenário, ações pontuais, que chamo de “ações de varejo”, que impactam poucos e custam muito, acabam menos eficientes numa realidade tão complexa como a nossa. Contribuir com programas que possam ser adotados como políticas públicas, que combatam problemas na raiz, que sejam facilmente replicáveis, sem interferir na realidade local onde se aplica, ao meu ver são caminhos que trarão resultados amplos, desde que os três setores da sociedade trabalhem em conjunto, cada qual cumprindo a sua parte da melhor forma.

CB – Quais são os critérios utilizados na seleção dos locais de aplicação dos projetos? Isto é, o que faz o IAS investir num Estado, Município ou numa determinada escola? A atuação de uma ONG junto ao Poder Público é sempre bem aceita por parte da comunidade escolar? Que tipo de resistências vocês costumam encontrar?

Viviane - O primeiro critério – imprescindível – é a vontade política. Mudar, transformar, não é fácil e, muitas vezes, o gestor é obrigado a tomar decisões não tão populares, mas que, a médio prazo, serão benéficas para os alunos. Ou seja, os frutos não são imediatos, levam um tempo para aparecer (cerca de quatro anos). Isso significa que firmar uma parceria conosco, contratual, com regras e itens a serem seguidos, não serve de plataforma eleitoral para ninguém. É compromisso com a cidade ou o estado, vai além de interesses pessoais ou partidários. E o que acontece, de fato, é que não selecionamos onde vamos atuar. São os gestores (prefeitos, governadores e secretários de educação) que conhecem nosso trabalho, sabem do problema que enfrentam na educação de sua cidade ou estado, querem mudar esse cenário e nos procuram. Daí, nós analisamos as possibilidades, fazemos o diagnóstico, indicamos as soluções e partimos para a implementação. Porque, quando entramos, é via secretaria de educação. E isso significa mudar algumas coisas na gestão. Daí, a equipe toda é capacitada, tem de se rever, arregaçar as mangas. Por isso a importância de uma co-responsabilidade pelo processo, porque do gestor ao aluno e sua família, todos acabam envolvidos. E vale ressaltar que nunca vamos atuar numa escola. Sempre estamos nas redes justamente por aquilo que já comentamos: atacar o problema na raiz, o que exige um trabalho em escala.

CB – Os professores das escolas públicas costumam reclamar muito dos baixos salários e da falta de infra-estrutura. Na sua opinião, aumentar salários e investir em infra-estrutura são ações suficientes para garantir educação de qualidade?

Viviane - salários e infra-estrutura são importantes, sem dúvida, mas não é isso que define a boa qualidade da educação. Educação e gestão eficiente devem caminhar juntas para que todo o resto, que é consequência, acabe acontecendo de forma justa. Se a gestão de recursos for bem feita, os salários serão dignos e a infra-estrutura adequada. Mas tem muito mais. É preciso garantir ao educador e ao gestor capacitações e acompanhamento de seu trabalho, material pedagógico adequado, para que possam – como qualquer outro profissional – crescer em sua área.

Se não houver equilíbrio entre gestão de recursos e de capital humano, dificilmente avançaremos na educação pública brasileira.

CB – Pode parecer absurdo, mas conheço alguns casos de escolas públicas que possuem salas de informática e bibliotecas que ficam fechadas para que os alunos não estraguem o material. Ainda existem muitos professores e gestores públicos na área da educação para os quais os alunos são delinqüentes em potencial. Vocês já encontraram esse problema nas escolas com as quais trabalharam ou trabalham? Como lidaram com isso?

Viviane - essas questões, que ainda estão aí pelo Brasil, são superadas quando os responsáveis pela educação percebem o potencial de seus alunos e que estes precisam de melhores espaços para desenvolverem-se plenamente. Temos um programa de juventude (SuperAção Jovem) que é política pública em toda a rede de ensino do Estado de São Paulo, em que obstáculos como os que você citou são superadas pelos jovens. Em parceria com seus professores e diretor da escola, promovem melhorias na escola  e na comunidade a partir de um diagnóstico dos problemas. Como são estimulados a ler mais, por exemplo, acabam ajudando a escola a reabrir bibliotecas, a melhorar e aumentar o acervo, a garantir a manutenção das salas de informática etc. Ganham a confiança dos adultos e assumem responsabilidades, garantindo qualidade ao seu aprendizado e assumindo uma postura cidadã e solidária.

CB – Como é feita a análise dos resultados de cada projeto? Além dos indicadores quantitativos (evasão, repetência, notas, etc.), vocês avaliam indicadores qualitativos (satisfação, motivação, adesão ao projeto, etc.)?

Viviane - Na área de avaliação, o Instituto trabalha de forma complementar e integrada. No entanto, o importante é avaliar tendo sempre parâmetros externos de comparação, senão o resultado deixa de fazer sentido para o País. Ou seja: parâmetros nacionais de resultado são importantes para termos transparência e comparabilidade com aquilo que fazemos, já que trabalhamos em todo o território nacional.

Para ter a performance dos Programas avaliada – e depois comparada com números nacionais –  criamos o Siasi (Sistema Instituto Ayrton Senna de Informações), uma plataforma tecnológica essencial para o acompanhamento das atividades desenvolvidas na sala de aula. O Siasi conecta o professor, a direção da escola, o coordenador e as secretarias de educação diretamente com a equipe interna do Instituto. Dessa forma, as mais de 10 mil escolas que fazem parte de nossos programas educacionais contam com esse instrumento de monitoramento, que reúne uma série de dados, definindo o perfil do aluno, detectando as dificuldades e fazendo os ajustes em tempo real. Por meio dessa ferramenta, sabemos a realidade de cada criança em sala: se está fazendo as lições de casa, se leu os livros propostos, se está faltando às aulas etc.

Dessa forma, todos os nossos programas, que são implementados dentro da rede de ensino, contam com avaliação interna e, também, externa para ter comparabilidade com o Saeb e medir a qualidade da educação oferecida. O aspecto da quantidade, do fluxo, também é mensurado tendo por base dados nacionais como aprovação, reprovação e abandono. Sem olhar simultaneamente para esses dois aspectos – qualitativo e quantitativo – corremos o risco de realizar uma análise incompleta e imprecisa, que certamente culminará em erros de processo e de resultados.

Além desses aspectos fundamentais na mensuração do resultado dos programas, recebemos da Unesco uma cátedra em reconhecimento ao nosso trabalho com os quatro pilares da educação. Em todas as ações que desenvolvemos com as crianças e os jovens, temos a intenção de desenvolvê-los nos seguintes aspectos: cognitivo, pessoal, social e produtivo. Assim como o trabalho, a avaliação também se pauta em indicadores que nos permitam avaliar esses quatro aspectos do desenvolvimento humano.

CB – Muitos educadores reclamam da ausência dos pais nas reuniões escolares. Porém, na maioria das vezes este é o único momento em que a escola se abre para receber os pais e responsáveis. Na maioria das vezes, se um responsável procura a escola para saber mais, ou opinar, sobre seus projetos ou sobre o dia-a-dia dos alunos, é tratado como um “intruso” ou, pior, como um ignorante, incapaz de compreender todo o trabalho pedagógico desenvolvido. Nos projetos desenvolvidos pelo IAS essa questão é tratada de alguma maneira? Como?

Viviane - Creio que não podemos generalizar. Já há algum tempo estamos sendo alertados sobre a importância da participação da família na educação dos seus filhos. Essa participação pode se dar no âmbito da escola ou em casa.

Na escola, os pais devem conhecer o que é esperado que seu filho aprenda bimestralmente e ao longo do ano. É com base nessa informação que podem acompanhar o aprendizado. Precisam ser chamados à escola não apenas para ouvir reclamação, mas também elogios. É fundamental que acompanhem os resultados das avaliações e reivindiquem aulas de reforço quando percebem que seu filho encontra alguma dificuldade com o conteúdo. Assim, vamos “quebrando” as resistências que foram se acumulando ao longo do tempo, e construindo uma relação de parceria.

Em casa, os pais têm de se interessar, estimular, verificar se a escola passou dever para casa. Mesmo aqueles que são analfabetos, têm um papel importante de valorizar a educação de seus filhos e, caso não possam ajudá-los com o dever, podem tentar articular a ajuda do pai de um colega, por exemplo. O fundamental é que estejam todos voltados ao sucesso do aluno. Percebam se a criança está sendo valorizada, se está aprendendo, se demonstra interesse, se reclama por mais informações e esclarecimentos.

O que é preciso garantir é a cultura de responsabilização: tanto a escola quanto à família tem papeis distintos e complementares, ambos imprescindíveis para que o aluno alcance sucesso.

CB – Qual o principal projeto do IAS para os próximos anos?

Viviane - A população de crianças e jovens sem oportunidades educativas de qualidade ainda é imensa. É só olhar os números: no Brasil, 73% dos alunos de 1ª a 4ª série e 12% de alunos da 5ª a 8ª, embora estejam na escola, são analfabetos. Isso significa um contingente de 13.600 milhões de crianças por ano que precisam aprender a ler e escrever. Outro dado é que 9.300 milhões de alunos do ensino fundamental (1ª a 8ª série) estão defasados, ou seja, são repetentes. O tempo médio para a conclusão do Ensino Fundamental tem sido de 10 anos, sendo que o ideal é fazê-lo em oito. Há dois anos aí desperdiçados. Esperamos que esse cenário mude e que isso aconteça o quanto antes. Que o governo desenvolva políticas públicas eficientes para a educação. Enfim, nós atuamos hoje para que, um dia, o Instituto não precise mais existir. Até lá, estaremos ampliando nossa atuação e atendendo as redes de ensino que quiserem a nossa parceria para dar aos seus alunos uma educação melhor.

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Para elaboração deste post utilizamos informações dos seguintes sites: Época Negócios, Instituto Ayrton Senna e Wikipedia.

obrigadoA equipe do Chapa Branca agradeceSilvia Zveiter (Nova Friburgo-RJ) por sua inestimável contribuição e a Lívia Ascava da Communica Brasil (agência de comunicação integrada que assessora o Instituto Ayrton Senna) pelo carinho, atenção e respeito dedicados às nossas solicitações.

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59 Comentários »

  • Cid Gusmão says:

    Meus parabéns ao Chapa Branca pela relevância dos temas aqui tratados.

    A blogosfera se engrandece cada vez mais com veículos como este.

    Parabéns!!!!

  • Fábio Bruno says:

    Grande trabalho. Excelente exemplo.

    Parabéns a todos!!!

  • Jonas Francisco says:

    Sensacional!!!!

    A Viviane é um excelente exemplo para todos aqueles que sonham com um país melhor.

    Parabéns Viviane, você é minha heroína!!!!

  • [...] nacional. Para ter a performance dos Programas avaliada – e depois … Veja o post completo clicando aqui. Post indexado de: [...]

  • muito bonita a reportagem e tambem a iniciativa dessa mulher.Ela demostra ser uma guerreira e ela pode ate nao saber mais ta contribuindo em grande parte na melhora desse Brasil,a vida tem tantas armas mais pessoas como elas sao armas maiores por que fazem o bem pra todos.Garotos carentes de ruas que fumam que robam que matam…precisam tanto de carinho de forca e de conselho quem sabe els nao se tornam gente com um objetivo maior.Eu nao tenho condicoes mais se tivesse ajudaria com solidariedaria a tornar o nosso Brasil com mais paz amor e prosperidade.Iniciativa essa e a “Palavra”.

  • ALVARO SANTOS says:

    Viviane continue seu trabalho, pois sempre fui seu admirador, tenho certeza que você e um anjo, e tenho certeza que cada pessoa que você ajuda, volta em dobro para vocÊ, não existe dinheiro no mundo que recompense um sorriso verdadeiro de uma criança que vocês ajudam, tenho certeza que o Ayrton esta muito feliz com você, por que a fama que ele conquistou passa, mas o que você faz utilizando a marca dele,isto e eterno.

  • João Nesta says:

    Viviane,

    Continue sendo essa criatura humana que nos inspira e ilumina nossos caminhos com o seu exemplo maravilhoso de vida e conduta.

    Forte abraço,

    João Nesta

  • [...] sexta-feira, 19, Viviane Senna (veja aqui uma entrevista exclusiva concedida por ela ao Chapa Branca) participou do programa de [...]

  • Hélio Teixeira says:

    Muito bom mesmo Patrícia!!!!

    Grande abraço

    Hélio Teixeira

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