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Vivissecção animal em “testes” de cosméticos (Uma vergonha!!!)

Postado por Hélio Teixeira em Quinta-feira, 23 Abril 20098 Comentários

vivissecacao-animal

A vivissecção é o ato de dissecar um animal vivo com o propósito de realizar estudos de natureza anatomo-fisiológica. No seu sentido mais genérico, define-se como uma intervenção invasiva num organismo vivo, com motivações científico-pedagógicas. Apesar de brutal [e vergonhosa], em alguns países a prática é legalmente permitida quando o objeto de estudo implica [potencialmente] na salvação de vidas humanas, por exemplo, no estudo de vacinas contra AIDS e o Câncer.

Infelizmente, na prática, testemunhamos um abuso generalizado deste procedimento. Animais são mutilados e esquartejados vivos, para testar a “eficiência” de batons, perfumes, maquiagem e coisas do gênero. Uma ação estúpida e absolutamente repugnante.

Para denunciar o problema e aumentar a consciência dos consumidores de cosméticos, a organização alemã Arzte gegen Tierversuche e.v. (Médicos contra a vivissecção animal) lançou, em 2007, uma campanhas muito interessante sobre o tema.

Criada pela Agência Serviceplan München de Hamburg, Alemanha, a campanha mostra embalagens de produtos cosméticos “vivissecadas”, com a seguinte mensagem: “Ingredientes: dor, medo, tortura e vida muito curta. Só compre cosméticos livres da vivissecção animal.

Confiram:

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FICHA TÉCNICA

Agência: Serviceplan München de Hamburg, Alemanha

Diretor de Criação: Ekki Frenkler

Diretor de Arte: Miro Moric, Daniel Tomcic

Redator: Eva Foraita

Fotógrafo: Thomas Koller

UMA VERGONHA!!!!!

Hélio Teixeira, é publicitário e editor do Blog Chapa Branca. Apaixonado pelo universo da Comunicação Digital e suas ciências. Nas horas vagas, se diverte “trabalhando” como consultor de comunicação e marketing digital. Acredita no poder transformador e mobilizador da boa Comunicação. Um idealista “incurável”!!!. Veja os artigos já publicados por ele.

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8 Comentários »

  • Jean Ferri says:

    Os animais como sujeitos de direito

    Embora os animais não sejam pessoas, sob o ponto de vista jurídico são titulares de direitos civis e constitucionais, na legislação brasileira, podendo ser, como tais, considerados sujeitos de direitos. Seus direitos são parcialmente reconhecidos e tutelados, e podem ser postulados por agentes titulados para esse mister, que agem em legitimidade substitutiva. No Brasil, essa representação foi atribuída ao Ministério Público e às sociedades ambientalistas.

    Mas, para reconhecermos os direitos dos animais temos que repensar muitas coisas e mudar nossas relações com o ambiente. O movimento de libertação dos animais vai exigir um altruísmo maior que qualquer outro, uma vez que os animais não podem exigir sua própria libertação.

    Os seres humanos são os únicos seres que estão na posição de ajudar e guiar os menos desenvolvidos, dando um exemplo de cooperação e auxílio. São os únicos capazes de mudar a si mesmo e ao mundo.

    Não existe nada mais poderoso do que uma idéia cujo momento já chegou. E estamos diante de uma verdade inexorável: Os direitos dos animais são deveres de todos os homens.

    O direito deve garantir a supremacia do direito à vida e ao livre desenvolvimento das outras espécies sobre as exigências dos capitais e do desenvolvimento. Todas as decisões econômicas e desenvolvimentistas devem estar submetidas ao direito à vida.

    Temos que trabalhar por uma nova ordem social fundada sobre a consciência inquebrantável da unidade da raça humana, na consciência da unidade na diversidade, na solidariedade, de formas a dissipar o espectro do egoísmo e do apetite de dominação, descobrindo um modelo de futuro que permita ao homem sobreviver com dignidade e harmonia com seu meio ambiente.

    Fonte: http://donaanja.blogspot.com/2008/11/os-animais-como-sujeitos-de-direito.html

  • Hélio Teixeira says:

    “Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! Será porque falo que julgas que tenho sentimento, memória, idéias? Pois bem, calo-me. Vês-me entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembra tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Percebes que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento.Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias.Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objectivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição.”

    Voltaire (no seu Dicionário Filosófico)

  • Paulo C. Limeira says:

    Jean e Hélio,

    Confesso que ainda não tinha visto a questão por este ponto de vista. De fato, vcs estão certos, somos todos filhos do mesmo planeta e nos compostamos como se fôssemos os “donos” do mundo.

    Sob esse ponto de vista, o respeito aos animais, acaba se transformando numa questão de respeito aos nossos semelhantes…

  • [...] como uma intervenção invasiva num organismo vivo, com motivações … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]

  • Sandro Lopes says:

    Utilizamos mal o termo “animal”, quando nos referimos a ele como um insulto. Poderemos dizer que os animais não são dotados de razão ou consciência, mas existem comportamentos que nos levantam muitas questões: o facto de matarem apenas para se defender ou se alimentar, possuirem sentimentos de dor que não a física ou manifestações de afecto. Para além disso admiro-lhes a honestidade, os animais não sabe ser hipócritas: quando gostam, gostam sempre, mesmo quando por vezes são maltratados, não se afastam por isso. E são de uma fidelidade… todas estas são lições que nos deveriam envergonhar ao constatarmos que, os ditos “animais”, conseguem ser mais “humanos” que as pessoas. Será que faz sentido sacrificá-los em prol dos nossos benefícios? Quantas vezes já se provou métodos alternativos não nocivos? E será que se justifica esse sacrifício para que uma mulher tenha um baton difícil de desaparecer dos lábios? A beleza natural é para mim a mais importante, a melhor e a menos enganadora…

  • [...] como uma intervenção invasiva num organismo vivo, com motivações … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]

  • [...] Animali), o conselho nacional italiano para a proteção dos animais. O anúncio trata de um assunto já abordado aqui no Chapa no ano passado, estou falando dos  testes (criminosos!) que são feitos em animais para a [...]

  • Paola De Lorenzi says:

    Uma vergonha, me sinto ate mal em pensar que compro cosmeticos sem saber a origem… existe algo modo de ajuda fora enviar SMS para o 48585 para doar 1 €? Grata

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