Interlegis II – Planejamento de Comunicação
Neste podcast Hélio Teixeira fala sobre a política de comunicação do Interlegis II, a gestão da marca Interlegis e a necessidade da criação de um Plano de Comunicação para a nova fase do Projeto.
Não deixe de ouvir e comentar!!!!
Popularity: 21% [?]


Para registro, transcrevo a resposta postada na GICOM:
=====================================================
Caro Hélio, entendo que as proposições, de um modo geral, quando
apresentadas, quaisquer que sejam elas, devam ter a atenção de todos
pois a troca de idéias e experiências quase sempre trazem como
resultados melhores práticas e senso comum sobre opiniões e, também, a
otimização dos recursos que são disponibilizados. Como participei do
Programa Interlegis (fase I) me vejo impelido a fazer algumas
ponderações ao que escreveu:
- O Programa Interlegis tem claro os seus objetivos, metas e, sabe aonde
quer chegar.
- Tudo o que conquistou, na sua primeira fase, não teria sido possível
sem planejamento.
- No que tange à Comunicação, o Programa criou infraestrutura necessária
com a implantação da RNI, interligando as Assembléias Legislativas;
promoveu n+kapa eventos, não saberia precisar, nesse momento, mas creio
que mais de uma centena, comunicando e promovendo ações de modernização
e de fomento para o uso de tecnologias como a videoconferência, não
somente no âmbito do legislativo, e a internet; incentivou o uso de
computadores e a melhorias de processos com o uso da tecnologia da
informação, distribuindo kit mínimo de equipamentos e de produtos para
mais de 3500 câmaras. Nesse ponto discordo da sua visão, porque de fato
não foram adesões compradas – houve um trabalho de conscientização da
necessidade delas se reestruturarem introduzindo a tecnologia como fator
indispensável para a modernização;
- A área de capacitação com os cursos à distância, apoiada que foi pelas
áreas de tecnologia e de comunicação, teve desempenho fantástico
atingindo milhares de alunos, algo como 7k/ano.
- Desde o início, fez uso da internet e por meio de seu portal publicou
matérias e assuntos relevantes para o Legislativo, atendeu as Casas
aderidas, tendo, para isso, criado espaço próprio a cada uma delas para
que publicassem suas próprias informações e as administrassem de modo
independente sem a interferência do Interlegis. Para isso, cada casa
tinha um administrador de seu espaço no portal Interlegis. O portal
modelo veio como uma evolução do processo de comunicação permitindo
descentralizar não somente o conteúdo, mas também a forma. Havia o
entendimento de que não cabia ao Interlegis ficar mantendo as
informações de todas as Casas em seu portal. Ou seja, além de
disponibilizar os meios para que as casas legislativas aderidas
publicassem suas informações, incentivou (e vem incentivando) o uso da
tecnologia da informação e atuação independente. Para aquelas, como vc
citou, que não têm condições mínimas, o Interlegis está se dispondo a
suprir também a hospedagem. As atividades de campo permitiram ao
Interlegis entender as realidades das Casas e, com isso, reorientar a
sua atuação, segundo os níveis de maturidade em que se apresentam.
- Discordo de que existam promessas ou mensagens irreais, apenas como
todos sabemos, o legislativo é por si um ambiente político e, nem
sempre, se tem a tempo e a hora todos os instrumentos necessários para
voar em céu de brigadeiro.
- Por fim, continuo acreditando que as Comunidades também têm papel
fundamental de indução do processo de modernização.
[]’s
Morale
SPDT/Interlegis
Mestre Morale,
Concordo em gênero, número e grau com as suas sábias palavras. Mas
quero fazer algumas considerações sobre alguns pontos:
Em primeiro lugar, concordo que o Interlegis tem um rumo. Isso nunca
esteve em questão em nossa discussão.
Quando falei sobre “rumo”, falei num contexto específico e restrito à
comunicação. O meu alerta foi no sentido de que antes de se fazer
qualquer campanha pelo “crescimento” das comunidades, era necessário
termos objetivos claros dentro da própria política de comunicação.
Em segundo lugar, acredito que os avanços alcançados pelo Programa
foram frutos de um planejamento muito bem feito. Isso também nunca
este em questão. Quando falei no Planejamento, me referi ao
planejamento de comunicação, ou melhor, sugeri que o nosso Plano de
Comunicação tivesse entre as suas prioridades o fortalecimento das
nossas comunidades.
Para você ter uma idéia do que estou falando, a Comunidade Gitec tem
apenas 304 participantes segundo informações do grande Rodrigo Luz
(http://comunicacaochapabranca.com.br/?p=6306). Isso mesmo, a nossa
principal comunidade, aquela que temos tanto orgulho de já ter
alcançado a tão sonhada “massa crítica”, tem apenas 304 participantes,
mesmo após a adesão massiva que aconteceu recentemente no PPM.
Se levarmos em consideração que temos hoje cerca de 4200 casas
inscritas e/ou beneficiadas pelo Programa com computador, impressora,
etc…, o que dá uma média de 0,072 inscritos por casa. Convenhamos
esse número é muito acanhado.
Claro, como eu já falei, quantidade e qualidade nem sempre são
grandezas diretamente proporcionais, mas acredito que se houvesse uma
política de comunicação focada no crescimento das nossas comunidades,
esse número poderia ser muito maior!!!!
Outra questão que coloquei e defendo ardorosamente, e por isso sugeri
a discussão aqui, é que em nosso plano de comunicação tenhamos uma
espécie de “cláusula pétrea”, que afirmasse com todas as letras, “TODO
EVENTO PATROCINADO PELO INTERLEGIS, DEVE TER COMO OBJETIVO PRIMÁRIO OU
SECUNDÁRIO O FORTALECIMENTO DAS NOSSAS COMUNIDADES”.
Como se daria isso. Quando falo em objetivo primário, estou falando
dos eventos voltados especificamente para as comunidades, encontros
presenciais, reuniões e video conferências…
Quando falo de objetivos secundários, estou me referindo aqueles
eventos que não teriam uma outra finalidade além daquela específica de
promover as nossas comunidades. Vou dar um exemplo: Digamos que o
Interlegis promova um evento para discutir a Lei de Responsabilidade
Fiscal- LRF. Você me perguntaria, como um evento que fale sobre LRF
poderíamos desenvolver alguma ação específica de valorização das
nossas comunidades?
Existem várias possíveis respostas para esta pergunta, vou citar as
mais simples. Em primeiro lugar, dentro do kit de material que
normalmente é distribuído neste eventos poderia ter um folder ou
qualquer outra peça de mídia impressa que se destinasse a divulgar ao
menos a existência das nossas listas de discussão.
Uma outra alternativa seria utilizar o próprio material de divulgação
do evento para divulgar de maneira criativa as nossas comunidades.
Ou ainda, durante o evento entre uma palestra e outra veicularmos um
vídeo ou uma mensagem falada pelo próprio mestre de cerimônia do
evento, falando especificamente das nossas comunidades.
Grande abraço do seu amigo, que como você, está lutando pela melhoria das ações do Programa,
Hélio Teixeira